Sem rebeber há quase dois meses, médicos denunciam descaso no Hospital Regional de Eunápolis

Sem receber há quase dois meses, médicos denunciam descaso no Hospital Regional de Eunápolis Profissionais que atuam no Hospital Regional de Eunápolis vivem uma situação

Sem receber há quase dois meses, médicos denunciam descaso no Hospital Regional de Eunápolis

Profissionais que atuam no Hospital Regional de Eunápolis vivem uma situação que tem provocado indignação e apreensão.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, médicos seguem sem receber os salários referentes aos serviços já prestados e, até o momento, não existe uma previsão concreta para a regularização dos pagamentos. A promessa de quitação do mês de maio teria sido feita para esta segunda-feira (22), mas não foi cumprida, aumentando ainda mais a revolta da categoria.

De acordo com informações repassadas por profissionais da unidade, a justificativa apresentada é de que o pagamento depende de procedimentos administrativos, contábeis e bancários que ainda estariam em andamento.

No entanto, a explicação não tem sido suficiente para tranquilizar os trabalhadores, que afirmam enfrentar dificuldades para honrar compromissos financeiros enquanto continuam exercendo suas funções normalmente. Nos corredores do hospital, o sentimento predominante é de incerteza e abandono.

Os relatos apontam que o problema não é recente. Profissionais afirmam que ainda acumulam prejuízos relacionados a períodos anteriores e agora enfrentam um novo atraso salarial, elevando o tempo sem recebimento para quase dois meses.

Além disso, segundo informações repassadas à reportagem, também há denúncias de falta de materiais básicos para a realização de cirurgias no hospital, o que estaria comprometendo a rotina de procedimentos e gerando preocupação entre as equipes médicas.

Também há relatos de que a unidade estaria enfrentando falta de médico urologista, após a saída do profissional, situação que teria sido motivada pela insatisfação com os recorrentes atrasos nos pagamentos.

Diante do cenário, cresce entre os profissionais a disposição de buscar apoio junto a entidades representativas e órgãos fiscalizadores para cobrar providências. A preocupação não se limita aos impactos financeiros sofridos pelos trabalhadores. Há também o temor de que a crise afete a permanência de profissionais na rede pública e comprometa ainda mais a qualidade do atendimento oferecido à população.

Enquanto isso, médicos seguem trabalhando sem saber quando receberão pelos plantões já realizados, em uma situação considerada por muitos como inadmissível e desrespeitosa.

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