Sem receber desde março, médicos denunciam pressão da nova gestão do Hospital Luiz Eduardo Magalhães: “Se nao aceitar, saia”

Sem receber desde março, médicos denunciam pressão da nova gestão no Hospital Luiz Eduardo Magalhães: “Se não aceitar, saia” Médicos que atuam no Hospital Deputado

Sem receber desde março, médicos denunciam pressão da nova gestão no Hospital Luiz Eduardo Magalhães: “Se não aceitar, saia”

Médicos que atuam no Hospital Deputado Luiz Eduardo Magalhães denunciaram à reportagem que estão sem receber os honorários desde o mês de março e afirmam estar sendo pressionados pela nova gestão da unidade a aderir a um novo modelo de contratação. Segundo os relatos, a mensagem repassada aos profissionais teria sido clara: “Se quiser aceitar, tudo bem. Se não quiser, saia”.

A denúncia ganhou repercussão após a divulgação de um comunicado da empresa S3, responsável pela gestão do hospital desde 15 de junho de 2026, informando que, a partir de 1º de agosto, o modelo institucional de contratação e repasse de honorários será adotado integralmente. No documento, a empresa afirma que os médicos que concordarem com o novo formato poderão permanecer na unidade, enquanto aqueles que não aderirem encerrarão suas atividades.

Em nota, a S3 afirma que a mudança faz parte do processo de transição administrativa e que o novo modelo foi apresentado e discutido com a equipe médica. A empresa também informa que os honorários referentes ao período trabalhado serão pagos mediante emissão de nota fiscal pelos profissionais, conforme os procedimentos administrativos adotados pela gestão.

Os médicos, entretanto, contestam a condução do processo e afirmam que a prioridade deveria ser a regularização dos pagamentos atrasados antes da implementação de novas exigências contratuais. Eles também demonstram preocupação com os impactos da situação no atendimento à população.

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da S3, da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e da direção do Hospital Deputado Luiz Eduardo Magalhães sobre as denúncias de atraso nos pagamentos e as alegações de pressão para adesão ao novo modelo de contratação.

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