O Senado Federal deverá avaliar a criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar denúncias envolvendo um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família do ministro do STF Alexandre de Moraes. A proposta de criação de CPI não é de bolsonarista e sim do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), próximo do governo Lula (PT).
Atual relator da CPI do Crime Organizado, Vieira anunciou que irá coletar assinaturas para a nova investigação logo após o recesso parlamentar. Ele acha que o valor do contrato de R$129 milhões do banco de Daniel Vorcaro com o escritório de advocacia chefiado pela esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, estaria “fora dos padrões da advocacia” e envolve suspeitas de “atuação direta do magistrado” em favor do Master.
Alessandro Vieira anunciou sua decisão de propor CPI sobre um caso em um post na rede social X:
“Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”.
A denúncia de que Moraes procurou ao menos quatro vezes o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para fazer pressão em favor do Banco Master, foi publicada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A colunista informou ter ouvido seis fontes sobre o fato.
Segundo a notícia, foram feitos três contatos por telefones e um encontro presencialmente com Galípolo. Em um deles, o ministro teria pedido que o Banco Central aprovasse o negócio a compra do Master pelo BRB. Na ocasião, a venda havia sido anunciada pelas instituições, mas estava pendente de autorização da autoridade monetária.


