O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira, 8 de janeiro, que o governo de Cuba “está muito perto” de cair, ao comentar o tema em entrevista ao radialista conservador Hugh Hewitt.
Na conversa, ele disse que via a saída do presidente cubano Miguel Díaz-Canel como uma possibilidade iminente, mas evitou indicar uma intervenção direta no país. Trump afirmou que “não se pode exercer muita pressão” além do que seu governo já faz, com a ressalva de que haveria apenas a alternativa de “entrar e explodir tudo”, expressão usada no contexto de recusar esse caminho.
Ainda na entrevista, Trump indicou que sua política de pressão sobre Havana continuará. Ele também relacionou a perspectiva de mudança em Cuba à perda de apoio econômico vindo da Venezuela, ao tratar do papel histórico do petróleo venezuelano no suporte ao governo cubano.
No domingo, 3 de janeiro, Trump já havia dito que Cuba estava “prestes a cair” ao mencionar, a bordo do avião presidencial, a expectativa de redução do benefício cubano com o petróleo venezuelano.
Venezuela e Cuba mantêm aliança política e econômica desde o início dos anos 2000, incluindo acordos que combinaram fornecimento de petróleo a preços reduzidos e o envio de profissionais cubanos para programas no território venezuelano.


