Um Deus que ama trabalhar

Há uma imagem persistente, quase confortável, de que a eternidade será uma espécie de repouso interminável: nuvens imóveis, melodias etéreas e uma existência sem tarefas.

Há uma imagem persistente, quase confortável, de que a eternidade será uma espécie de repouso interminável: nuvens imóveis, melodias etéreas e uma existência sem tarefas. Mas essa visão, ao ser confrontada com o texto bíblico, se desfaz rapidamente. O que emerge, em seu lugar, é o retrato de um Deus que trabalha — e que nunca parou.

Anjos com cargos definidos, serafins, querubins, seja para guarda e porteção, seja para tocar e cantar, a criação do mundo, o ministério de Jesus que nasceu, viveu, morreu e ressucitou mantendo sua missão laboral, nos mostra não apenas o quanto Deus ama o trabalho e o vê como uma benção, que foi passada, inclusive, no início da história humana para Adão e Eva.

Alias, há dezenas de textos na Bíblia que exaltam o trabalho e criticam duramente a preguiça e a vida ociosa.  O historiador e teólogo, pastor Wagner Augusto Vieira Aragão, aponta para uma compreensão mais ampla e consistente: o trabalho não é consequência do pecado, mas parte da própria natureza de Deus.

“Muitos imaginam o Céu como um lugar de ócio eterno, harpas e nuvens. No entanto, ao abrirmos as Escrituras, descobrimos uma verdade vibrante: o trabalho não é uma maldição decorrente do pecado, mas um atributo divino”, afirma.

A Bíblia começa com Deus criando, não descansando, o que estabelece desde o início a ideia de um Criador ativo. A própria declaração de Jesus reforça essa continuidade: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5:17).

Segundo Aragão, Deus não age por necessidade, mas por plenitude: “Deus não criou o mundo por necessidade, mas por um transbordamento de Sua natureza criativa”, afirma.

 

 

Fonte Comunhão

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