PF apura lavagem de dinheiro para pastor, bicheiro e seu sobrinho no RJ

A Operação Unha e Carne voltou às ruas, nesta quarta-feira (29), para investigar indícios de crimes para ocultar patrimônio luxuoso obtido por um esquema que

A Operação Unha e Carne voltou às ruas, nesta quarta-feira (29), para investigar indícios de crimes para ocultar patrimônio luxuoso obtido por um esquema que envolve a facção Comando Vermelho e suspeitas contra o pastor Márcio Poncio e Bernardo Loiola, sobrinho do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, no Rio de Janeiro. Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal foi às ruas da Zona Sudoeste do Rio para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em salas comerciais com indícios de serem estruturas operacionais e administrativas do esquema.

Entre os endereços está um imóvel residencial ligado a um dos principais operadores da organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e uso de pessoas físicas e jurídicas como “laranjas” para dissimular propriedade de bens e valores obtidos criminosamente.

O foco das buscas são documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e elementos de prova para aprofundar a investigação de fatos apurados na 5ª fase da operação, que prendeu o pastor Márcio Poncio e teve entre os alvos presos o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar, o bicheiro Adilsinho, e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

A corporação informou que constatou uso recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o emprego de empresas nacionais e estrangeiras (em paraísos fiscais), bem como a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvincular a titularidade formal de bens de elevado valor econômico.

A PF informou que a nova fase resulta de dados extraídos de aparelho celular apreendido com um dos investigados, que revelaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pelo grupo na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

“As investigações apontaram indícios da existência de uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa”, detalha a PF.

O Diário do Poder tenta contato com os investigados. E o espaço está aberto para seus esclarecimentos e defesas.
Fonte Diário do Poder

 

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