Integrantes de um grupo liderado por advogados são acusados de atentarem contra a vida de mais um produtor rural. Desta vez, a vítima foi o Sr. Genilson Bispo dos Santos, antigo membro da comunidade.
Segundo relatos, a vítima estava em sua residência, situada em um sítio na Associação 3 de Julho, localizada no município de Eunápolis, quando o ex-presidente Raimundo, conhecido como “Caboclo”, chegou ao local.
Ele que foi destituído do cargo após denúncias de ilegalidades, o mandato que o mesmo reivindicava judicialmente se encerrou em 3 de julho de 2025, seu pedido de reintegração de posse da sede da entidade foi indeferido pela Justiça e existem dezenas de registros de boletins de ocorrência na delegacia da Policia Civil contra ele.
De acordo com as denúncias, Raimundo invadiu a propriedade do Sr. Genilson para realizar a medição da área sem autorização.
Moradores consideram o ato uma afronta, pois, mesmo em períodos de normalidade institucional e com diretoria legítima, tal procedimento dependeria de autorização do associado.
Conforme decisão de assembleia e declaração emitida pela entidade, o lote encontra-se na posse do associado, que pode beneficiar, construir, trabalhar e usufruir da área, restando-lhe apenas cumprir o compromisso de pagamento à associação, proporcional ao tamanho do lote, cujo primeiro vencimento está previsto para dezembro de 2026.
Ainda segundo os relatos, advogados estariam promovendo coação ao enviarem pessoas armadas com armas brancas e de fogo às propriedades, com o objetivo de intimidar os associados a assinarem contratos elaborados pelos advogados que foram desautorizados pela assembleia dado ao histórico que os mesmos possuem. Os associados afirmam que, caso não assinem, são ameaçados de expulsão e perda de suas moradias.
Um dos casos mencionados é o do Sr. Sebastião Alves de Oliveira, morador do Sítio Mandacaru, de quase 70 anos, que estava sendo levado para uma área de mata por integrantes do grupo e, temendo por sua vida, foi obrigado abandonar sua propriedade.
Caboclo estaria acompanhado de pessoas que, segundo moradores, vêm invadindo propriedades de associados, além de uma equipe da empresa Azevedo Engenharia, representada pelo Sr. Rafael Azevedo, que estaria realizando medições sem autorização dos associados.
Diante da recusa do Sr. Genilson em permitir a entrada do grupo em seu lote, ele teria sido atacado com golpes de facão, sofrendo lesões que demandaram atendimento hospitalar.
Moradores relatam que a comunidade, antes marcada por convivência amistosa e constante progresso, servindo inclusive de inspiração para outras localidades, passou a viver em clima de insegurança e medo.
Segundo eles, os advogados atuam sem legitimidade, já que teriam sido rejeitados pela maioria dos membros em assembleia, mas ainda assim vem tentando se impor por meio de força e intimidação, interferindo indevidamente na direção da entidade.
De acordo com os associados, o grupo liderado pelos advogados estão envolvidos em práticas que vão desde violações estatutárias até acusações mais graves, tais como:
• Falsificação de documentos internos;
• Descumprimento de normas estatutárias;
• Desrespeito a decisões tomadas em assembleias;
• Cobranças indevidas de valores;
• Ameaças e agressões físicas;
• Retirada forçada de famílias de seus lotes;
• Destruição de moradias;
• Esbulho possessório;
• Extorsão;
• Associação criminosa;
• Dano ao patrimônio;
• Violação de direitos civis;
• Uso de drones para monitoramento de residentes, prática que pode configurar violação de privacidade.
Moradores relataram que a comunidade, anteriormente tranquila, mantinha um convívio amistoso entre os associados e vivia em constante progresso, servindo de inspiração para outras associações.
Contudo, afirmam que o grupo liderado pelos advogados, ao supostamente praticar diversos crimes, teria comprometido a paz e a tranquilidade da localidade. “Temos medo de falar. Quem questiona sofre pressão, tem seus lotes invadidos”, relataram associados.


