Na primeira “batalha dos vices”, Zé Cocá mostra força e dá goleada em Geraldo Jr. durante evento em Maracás

A 24ª edição da Expo Maracás, tradicional feira agropecuária do município do centro-sul baiano, encerrada neste domingo (19), serviu como uma espécie de termômetro eleitoral antecipado da disputa estadual deste ano. Presentes no evento, o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), que representou o governador Jerônimo Rodrigues (PT), e o ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União Brasil), Zé Cocá (PP), duelaram a primeira “batalha dos vices”. Segundo relatos de participantes e lideranças presentes, Cocá mostrou larga vantagem, peso político e aplicou uma verdadeira goleada no emedebista. Ao circular pela feira, o prefeito de Jequié foi constantemente abordado por visitantes, produtores rurais, expositores e lideranças políticas. Tirou fotos, recebeu manifestações de apoio, ouviu pedidos e sugestões e caminhou com desenvoltura entre os estandes. Além do contato direto com o público, Zé Cocá também reuniu ao seu redor lideranças políticas de diferentes campos. Mesmo nomes ligados à base estadual fizeram questão de cumprimentá-lo e manter diálogo durante o evento, gesto interpretado nos bastidores como sinal de respeito político ao crescimento de sua influência regional. Acompanhavam o ex-prefeito de Jequié nomes como os deputados Sandro Régis (União Brasil) e Hassan (PP), que reforçaram a demonstração de prestígio do grupo oposicionista no evento. Do outro lado, a presença de Geraldo Júnior foi descrita por interlocutores como discreta e sem maior repercussão. Mesmo na condição de representante oficial do governo, o vice-governador teve passagem considerada protocolar, com menor mobilização popular e sem o mesmo “calor político” observado em torno do rival. Chamou atenção ainda, segundo presentes, a recepção moderada de lideranças locais e regionais alinhadas ao Palácio de Ondina, sem demonstrações mais enfáticas de entusiasmo com a presença de Geraldo Júnior. A comparação inevitável entre os dois movimentos transformou a Expo Maracás em vitrine simbólica da pré-campanha. Fonte Politica Livre
Veracel Celulose inaugura sala de controle com foco nas operações florestais

A Veracel Celulose acaba de avançar em mais uma frente de sua estratégia de transformação digital com a inauguração da Sala de Controle Hórus, uma estrutura para fortalecer as operações florestais da companhia. Com operação 24 horas por dia, a novidade foi concebida para ampliar a visibilidade sobre as operações, acelerar a tomada de decisões e elevar os níveis de eficiência, segurança e competitividade. A Sala de Controle Hórus centraliza o monitoramento em tempo real das atividades florestais, reunindo dados operacionais, indicadores de desempenho e alertas de desvios em uma única plataforma. A partir desse ambiente integrado, equipes especializadas acompanham a operação, identificam gargalos e podem acionar rapidamente planos de resposta estruturados, com o objetivo de reduzir perdas e aumentar a previsibilidade das operações. “É uma nova forma de gerar resultado com mais eficiência e segurança. A inauguração da sala de controle representa um divisor de águas em termos de operação e de confiabilidade de toda a nossa cadeia produtiva”, comenta Irineu Rodriguez, Analista de Torre de Controle Sênior da Veracel. A iniciativa é resultado de um processo iniciado em 2020, que envolveu estudos de telemetria, testes de conectividade, desenvolvimento de soluções digitais e a criação de um Centro de Excelência em Análise de Dados (CoE Analytics). O projeto evoluiu até a consolidação de um modelo robusto de governança e, agora, chega à fase de operacionalização com integração total dos fluxos de trabalho. Entre os principais ganhos esperados para um primeiro momento estão a redução de filas e paradas não programadas, melhor aproveitamento de ativos como caminhões e máquinas, aumento da produtividade e redução de custos operacionais. A iniciativa também contribui para o fortalecimento da segurança nas operações e para maior transparência na gestão. Sustentação estratégica A operação da Sala de Controle Hórus é sustentada por três pilares: processos bem definidos, com rotinas padronizadas e matriz de escalonamento; pessoas capacitadas para análise e resposta ágil; e tecnologia integrada, com sistemas capazes de capturar e processar dados em tempo real. O modelo de atuação conecta diferentes áreas da operação, como colheita, logística, planejamento e tecnologia da informação, para garantir uma visão sistêmica e coordenada. “Na prática, o funcionamento da Sala de Controle permite, por exemplo, a identificação imediata de desvios. A partir de alertas automáticos, a equipe aciona uma cadeia estruturada de resposta, baseada em níveis de escalonamento e árvores de decisão, o que garante tratativas mais rápidas e assertivas”, explica Rodriguez. Sobre a Veracel A Veracel Celulose é uma empresa de bioeconomia brasileira que integra operações florestais, industriais e de logística, que resultam em uma produção anual média de 1,1 milhão de toneladas de celulose, gerando mais de 3,2 mil empregos próprios e de terceiros, na região da Costa do Descobrimento, sul da Bahia e no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Além da geração de empregos, renda e tributos, a Veracel é protagonista em iniciativas socioambientais no território. A consultoria Great Place to Work (GPTW) validou a Veracel como uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil pelo 7º ano consecutivo. Além dos mais de 100 mil hectares de área protegida ambientalmente, é guardiã da maior Reserva Particular do Patrimônio Natural de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro. Sobre a Timenow Com sede em Vitória (ES) e mais de 2.500 profissionais atuando no Brasil e no exterior, a Timenow está entre as maiores empresas de engenharia do país. Oferece um portfólio abrangente em gerenciamento de projetos, engenharia e consultoria, atendendo a todos os setores industriais, de infraestrutura e de construção civil. Com quase 30 anos de experiência, a Timenow se destaca por sua abordagem inovadora e pragmática, impulsionada pela adoção de tecnologias avançadas na resolução de desafios, desde a estratégia, passando pela implantação de projetos e gestão de ativos. Seus valores — comprometimento, originalidade, integridade e valorização das pessoas — sustentam sua promessa de imaginar um mundo possível e engenhá-lo, tornando-se cada vez mais relevante, global e digital. Reconhecida pelo mercado, a Timenow conquistou em 2025 o 4º lugar nacional no Ranking da Engenharia Brasileira – Projetistas & Gerenciadoras, publicado pela revista O Empreiteiro. Com o resultado, a companhia se consolida no grupo das TOP 5 empresas de Engenharia Consultiva do país, reforçando sua relevância em um dos levantamentos mais tradicionais e respeitados do setor. Fonte AGAZETA BAHIA
Violência armada na Bahia: 258 crianças e adolescentes foram baleados em Salvador e RMS nos últimos quatro anos

Em 23 de julho de 2023, Samile Costa sentiu a dor mais difícil para uma mãe. Seu filho, Gabriel Silva da Conceição Júnior, foi morto aos 10 anos de idade, após ser baleado perto de casa, no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, durante uma operação policial. Educado, dono do sonho de jogar futebol profissionalmente e, acima de tudo, apenas uma criança, Gabriel entrou para uma triste estatística de jovens baleados em Salvador e região metropolitana. Entre 2022 e 2026, 258 crianças e adolescentes foram vítimas da violência armada na região, aponta o mapeamento Futuro Exterminado, feito pelo Instituto Fogo Cruzado. Das 258 vítimas ao longo dos últimos quatro anos, 66,7% (172) morreram e 33,3% (86) ficaram feridas, uma demonstração da letalidade dessas ocorrências. Só em 2026, até o dia 11 de abril, foram registrados 26 casos de crianças e adolescentes baleados, dos quais 20 resultaram em mortes. Em 2025, 69 jovens baianos foram vítimas da violência armada. À época, Dudu Ribeiro, integrante da Rede de Observatórios da Segurança na Bahia, cofundador e diretor-executivo da Iniciativa Negra, avaliou que Salvador convive há muitos anos com uma mudança lamentável, perceptível nas idades inscritas nas lápides dos cemitérios da cidade. “Uma geração que nasceu nos anos 2000 e não consegue ter uma trajetória protegida de vida. Parte importante dessa violência sistemática e estrutural é perpetrada pelo próprio Estado, a partir, em grande parte, das políticas de segurança pública, mas não apenas. Há também violação de direitos na saúde, na educação e em outras áreas que deveriam proteger a trajetória desse jovem, e a gente tem um processo conduzido pela extrema direita que busca a criminalização ainda maior de adolescentes”, disse. Fonte Correio24 horas
Protesto em Lisboa: ‘Lula, ladrão, teu lugar é na prisão’

A chegada do presidente Lula (PT) a Portugal, nesta terça-feira (21), foi marcada por protestos em frente ao Palácio de Belém, sede da Presidência da República portuguesa. Manifestantes contrários ao petista entoaram palavras de ordem como “Lula, ladrão, teu lugar é na prisão” e exibiram cartazes com críticas ao governo brasileiro e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as faixas levantadas durante o ato, estavam mensagens como “PT facção criminosa” e referências ao STF, em um protesto que reuniu apoiadores da direita portuguesa e brasileiros residentes no país. O movimento ocorreu no momento em que Lula desembarcava para cumprir compromissos oficiais e encerrar sua atual agenda de visitas pela Europa. Um dos nomes que apareceu discursando durante a manifestação foi André Ventura, líder do partido Chega, legenda de direita em Portugal. Ventura, que ganhou projeção nacional nos últimos anos, tem se consolidado como uma das principais vozes da oposição ao governo socialista português e costuma adotar um discurso crítico à esquerda latino-americana, incluindo o governo Lula. Fonte Diário do Poder
Opinião: Silêncio do governo Jerônimo sobre caso Uldurico Jr. não deveria ser naturalizado

As relações entre o Estado e o poder paralelo acumulado por facções criminosas sempre foram faladas “à boca miúda” pela população. Desde que o Rio de Janeiro passou a exportar um modelo de negócio relacionado ao narcotráfico, a Bahia passou a lidar com tais relações de mutualismo, por uma questão estratégica para os dois lados da moeda. A colaboração premiada de Joneuma Neres e a implicação do ex-deputado federal Uldurico Jr. são “a prova que faltava” de que os limites entre o que é Estado e o que é um estado paralelo já não são invisíveis. Uldurico Jr. é de uma família tradicional da política na região Extremo Sul da Bahia. Eleito por dois mandatos para a Câmara dos Deputados, não dava para tratá-lo como um mero principiante. Tanto que o poderoso MDB não teve constrangimento em tê-lo em seus quadros, apoiado na campanha para prefeito de Teixeira de Freitas por partidos como PT, PCdoB, PSDB e PSB. Foi naquela campanha, de 2024, que a imbricação da história dele com o tráfico começou, segundo o relato de Joneuma. Ali, Uldurico iniciava negociações por votos de maneira nada republicanas. Porém, o ex-deputado federal foi além da troca de votos por dinheiro via cooptação. Para evitar lidar com dívidas de campanha, aceitou tratar diretamente com o chefe do Primeiro Comando de Eunápolis, Ednaldo Pereira de Souza, o Dada, uma fuga do presídio em troca de R$ 2 milhões. Nesse meio tempo, Uldurico ainda casou, tendo uma festa de pompa com direito a convidados ilustres no Litoral Norte. Enquanto mantinha relações extraconjugais com Joneuma, que, grávida, viu a vida ir ao fundo do poço. A colaboração foi a alternativa para sobrevivência de uma mulher acuada e abandonada. Só que a delação não levou apenas Uldurico Jr. ao olho do furacão – e consequente prisão. Jogou no colo da administração penitenciária da Bahia a incapacidade de controlar a influência de agentes políticos sobre atividades privativas do Estado. O ex-deputado federal repassava à Joneuma que Geddel Vieira Lima cobrava metade dos dois milhões de reais prometidos por Dada. A ex-diretora do presídio de Eunápolis expunha que, não só ela, mas a cúpula da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocializacão (Seap) fingia não enxergar o crime organizado tomar conta dos centros de detenção. Sob a tutela do MDB, que ficou com uma “secretaria podre”, nas palavras de Geddel, e com anuência do governo Jerônimo Rodrigues. Aqui, há um ponto de atenção. Geddel vociferou contra Uldurico e as declarações dele à Joneuma. Já o governo optou pelo silêncio, ainda que após a fuga de Dada tenha corrido para tentar estancar a sangria que se abriu. Agora, com a delação, o governo Jerônimo ficou silente demais. E sequer debateu a chance de tornar a Seap mais técnica do que o loteamento político ao MDB, que permanece de dezembro de 2024, na fuga de 16 detentos em Eunápolis, até hoje. Ou seja, justificando os ataques da oposição de que o governo coaduna com o crime – e sem muito esforço (a filiação de Uldurico ao PSDB, no entanto, limita esses ataques). Para a sorte de Jerônimo, a sintonia entre Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) tende a conter impactos ainda mais negativos nas acusações de que o governo nada fez para conter o estado paralelo que se formou dentro e fora das prisões baianas. Uldurico Jr. tende a se tornar boi de piranha nesse processo. A não ser que ele opte pelo mesmo caminho da amante. Aí, os dados a serem compartilhados poderiam implicar atores bem proeminentes da política baiana. Ou a operação abafa falará mais alto? Fonte Bahia Noticias
Inaceitável: Eunápolis afunda no lixo e no mato enquanto população é ignorada

Inaceitável: Eunápolis afunda no lixo e no mato enquanto população é ignorada O cenário em Eunápolis é de revolta e indignação. Ruas e bairros inteiros estão sendo engolidos por mato alto e lixo acumulado, em uma situação que moradores classificam como algo nunca visto antes. O retrato atual é de uma cidade completamente à deriva, marcada pelo abandono e pela falta de ação do poder público. No bairro Minas Gerais, o descaso escancara o problema: a praça da comunidade está há cerca de um ano tomada pelo matagal. Um espaço que deveria servir para lazer hoje virou símbolo de negligência. E o pior — mesmo após inúmeras cobranças, nenhum posicionamento ou solução foi apresentado. A sensação é de que nem o básico está sendo feito. Limpeza urbana, manutenção de espaços públicos… serviços essenciais simplesmente não chegam. Enquanto isso, o mato avança, o lixo se acumula e a população convive com riscos à saúde e à segurança. O que se vê é um verdadeiro colapso na gestão, com uma cidade abandonada à própria sorte. A pergunta que fica é direta e sem rodeios: até quando Eunápolis vai continuar sendo ignorada?
Oito pessoas morrem em acidente com três veículos na BR-020, em Goiás

Um acidente envolvendo uma van, uma caminhonete e um caminhão deixou oito mortos na manhã desta terça-feira (21), no km 60 da BR-020, entre Bezerra e Juscelino Kubitschek, em Goiás. Outras oito pessoas ficaram feridas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acionamento ocorreu por volta das 6h24. Uma van, que seguia em direção a Brasília com 13 ocupantes, bateu em uma Fiat Toro, com quatro pessoas, que, na sequência, colidiu com um caminhão. Na van, sete pessoas morreram no local e seis foram socorridas e levadas para as unidades de saúde. Na caminhonete, houve uma morte e duas pessoas foram socorridas. O motorista do caminhão não se feriu. De acordo com a corporação, o acidente deixou, ao todo, oito pessoas mortas e oito feridos. Os feridos foram encaminhados ao hospital, onde recebem atendimento médico. A CNN Brasil entrou em contato com a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e com a prefeitura de Bezerra e aguarda retorno.
Seis pessoas de uma mesma família morrem em batida entre carro e carreta em rodovia mineira

Seis pessoas de uma mesma família morreram em um grave acidente entre um carro e uma carreta na BR-251, em Salinas, na madrugada desta terça-feira (21). Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, a colisão frontal entre o carro, com placas de São Paulo, e a carreta aconteceu na altura do km 263. O veículo seguia sentido à Bahia, enquanto a carreta saiu de Lauro de Freitas (BA) e tinha como destino Imbituba (SC). O condutor da carreta disse aos policiais que o automóvel invadiu a contramão. Ainda de acordo com a PRF, morreram no acidente o motorista, de 49 anos, a esposa, de 39, três filhos do casal, de 3, 10 e 15 anos, e a avó materna das crianças, de 59 anos. Os nomes das vítimas não foram divulgados. A PRF informou que a criança de 3 anos viajava no colo da irmã, de 15, no banco de trás. Um cachorro de estimação da família também morreu no acidente. O motorista da carreta não ficou ferido. As vítimas ficaram presas às ferragens e os corpos foram desencarcerados pelos bombeiros de Salinas. A ocorrência também mobilizou equipes do Samu. A perícia da Polícia Civil foi acionada, e os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Taiobeiras e aguardam identificação. As causas do acidente serão investigadas. O trânsito no local ficou parcialmente interditado, mas já foi liberado pela Polícia Rodoviária Federal. Fonte G1.com
Assembleia de Deus: como a congregação se tornou a maior denominação evangélica do país

A religião evangélica é hoje o grupo religioso que mais cresce no Brasil. Segundo levantamentos recentes do IBGE, os evangélicos já representam quase um terço da população brasileira — e, dentro desse universo, a Assembleia de Deus ocupa um lugar central. Mas como essa igreja surgiu? E o que explica seu impressionante crescimento ao longo de mais de cem anos de história? As origens do pentecostalismo O movimento pentecostal teve início nos Estados Unidos, no início do século XX, em meio a um ambiente de fervor religioso e busca por experiências espirituais mais intensas. A chamada “experiência do Espírito Santo”, marcada por orações emocionadas e manifestações como o dom de línguas, profecia, cura e outros charis — ou dons — concedidos pelo Espírito Santo, rapidamente se espalhou entre fiéis de diferentes origens sociais e culturais. Esses charis são entendidos como manifestações especiais da graça divina, que capacitam os crentes para uma vivência mais profunda e eficaz da fé. Eles não são apenas sinais exteriores, mas forças espirituais que fortalecem a comunidade e facilitam a construção de vínculos de confiança e comunhão. O ponto de partida do pentecostalismo moderno é geralmente associado ao Avivamento da Rua Azusa, ocorrido em 1906, em Los Angeles, liderado por William J. Seymour. De lá, missionários levaram a nova doutrina a vários países, incluindo o Brasil — onde encontraram terreno fértil entre as camadas populares e trabalhadores urbanos e rurais, ávidos por uma fé que trouxesse sentido prático e conforto diante das dificuldades cotidianas. A chegada ao Brasil A história da Assembleia de Deus no Brasil começa em 1910, quando dois missionários suecos, Gunnar Vingren e Daniel Berg, desembarcaram em Belém do Pará e começaram a se reunir na já existente Primeira Igreja Batista do Pará. Como defendiam as ideias do pentecostalismo e após terem a experiência do “Espirito Santo”, romperam com os batistas, começaram a pregar em pequenos grupos, conquistando seguidores que buscavam uma vivência religiosa mais direta, emotiva e comunitária. Fundada em 1911, a primeira congregação da “Missão da Fé Apostólica” – que mais tarde viria a se chamar Assembleia de Deus – rapidamente se espalhou pela Região Norte, alcançando depois o Nordeste e o Sudeste, principalmente por meio de pregadores itinerantes e da forte comunicação oral entre comunidades. Ao longo do século XX, a Assembleia de Deus se expandiu de forma impressionante. Parte desse crescimento se deve ao carisma dos líderes locais, que também pode ser entendido como um charis, um dom especial concedido por Deus para guiar, inspirar e fortalecer a comunidade. Este carisma, manifestado por meio da capacidade de liderança, persuasão e do testemunho de vida, tornou-se um elemento fundamental para consolidar a fé e a organização das igrejas locais. Os líderes carismáticos eram vistos não apenas como dirigentes administrativos, mas como instrumentos do Espírito Santo, dotados de uma graça especial para ajudar os fiéis a experienciar os dons espirituais, resolver conflitos e orientar as decisões coletivas. Assim, o carisma passou a ser um elo espiritual e social, capaz de unir as comunidades e motivar a expansão do movimento. Além disso, a forte atuação comunitária, com ênfase em valores como solidariedade, disciplina, apoio mútuo e compromisso social, contribuiu para que a Assembleia de Deus fosse mais do que um espaço de culto: tornou-se uma rede de convivência e suporte para muitos brasileiros. Divisões e diversidade das denominações Apesar de seu crescimento e influência, a Assembleia de Deus não se manteve como uma entidade unificada. Ao longo do tempo, ocorreram diversas divisões internas, que deram origem a múltiplas denominações, ministérios e convenções autônomas. Essas divisões resultaram de diferenças doutrinárias, administrativas, culturais e até pessoais entre líderes. Atualmente, existem dezenas de vertentes da Assembleia de Deus no Brasil, cada uma com suas características específicas, estilos de culto, ênfases teológicas e áreas geográficas de atuação. Esse fenômeno mostra a complexidade do movimento pentecostal que, embora fragmentado, mantém uma identidade comum em torno da experiência do Espírito Santo e dos charis. Essa pluralidade, paradoxalmente, fortalece a presença da Assembleia de Deus no país, alcançando diferentes públicos e adaptando-se às variadas realidades regionais. Utilização dos meios de comunicação e tecnologia Outro fator crucial para o crescimento e a consolidação da Assembleia de Deus foi a capacidade de adaptação às novas tecnologias de comunicação. Desde rádios comunitárias, programas de televisão até o uso intenso de plataformas digitais e redes sociais, a igreja ampliou seu alcance e influência. Essa comunicação eficaz não só divulgou a mensagem pentecostal, mas também ajudou a manter a coesão entre comunidades dispersas geograficamente, fortalecer a identidade religiosa e apoiar a mobilização social e política. Influência na sociedade brasileira Mais do que uma igreja, a Assembleia de Deus se tornou um movimento social e cultural. Sua presença é forte em comunidades periféricas, em cidades pequenas e em grandes centros urbanos. Muitas vezes, ela representa uma rede de apoio social, um espaço de convivência, educação religiosa e até de mobilização comunitária. O movimento pentecostal também influenciou profundamente a música gospel brasileira, o discurso político e a estética da fé no país. Estilos musicais, linguagens e práticas culturais foram moldados pela experiência pentecostal, tornando-se expressões reconhecidas da identidade religiosa de milhões de brasileiros. Nos últimos anos, representantes ligados à Assembleia de Deus têm ocupado cargos políticos e influenciado debates públicos sobre temas como moral, costumes, direitos sociais e políticas públicas. Essa participação política, por sua vez, reforça a relevância do movimento no cenário nacional e seu impacto em decisões que afetam a sociedade como um todo. Fé e transformação Para os fiéis, o crescimento da Assembleia de Deus reflete o poder de uma mensagem que prega renovação espiritual, esperança e comunidade. Em um país marcado por desigualdades sociais, crises econômicas e instabilidade política, a fé pentecostal oferece não apenas consolo, mas também um forte sentido de pertencimento, identidade e propósito. Mais de um século depois da chegada de Gunnar Vingren e Daniel Berg, o que começou como um pequeno grupo em Belém do Pará tornou-se uma das maiores expressões religiosas da América Latina — e um dos fenômenos sociais e culturais mais marcantes
Delação aponta cobranças de Geddel por suposta propina após eleições de 2024

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) foi citado em depoimento da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, como possível beneficiário de parte da propina de R$ 2 milhões ligada à fuga de 16 detentos, em dezembro de 2024. Segundo a delação, ele teria acertado com o ex-deputado Uldurico Júnior o recebimento de R$ 1 milhão. O Ministério Público da Bahia afirmou que os elementos apresentados justificam o aprofundamento das investigações. De acordo com as mensagens analisadas, reveladas pelo Bahia Notícias, Geddel aparece como figura de influência nas conversas, sendo chamado de “chefe” e atuando, em alguns momentos, como orientador nas decisões de Uldurico e Joneuma. Há registros de que ele teria sugerido cautela à ex-diretora após seu afastamento e até indicado a possibilidade de apoio jurídico, enquanto ela demonstrava preocupação com possíveis desdobramentos judiciais. Apesar das citações, não há, nas conversas obtidas, menções diretas que comprovem que Geddel tinha conhecimento de eventual ligação entre Uldurico e a facção criminosa envolvida na fuga. Em mensagens, o ex-deputado tentou atribuir a responsabilidade a autoridades da Secretaria de Administração Penitenciária, estratégia que acabou sendo repreendida por Geddel em um áudio, no qual criticou a insistência e o comportamento do aliado. A delação também aponta que, após as eleições de 2024, Uldurico relatava pressões e cobranças atribuídas a Geddel pelo pagamento da quantia prometida. Em conversas, o ex-deputado demonstrou medo e tensão diante da possibilidade de não cumprir os supostos compromissos financeiros, citando inclusive riscos pessoais. O caso ainda envolve outros nomes e segue sob investigação das autoridades. Duas Rosas O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16), durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), unidades da capital e regional Sul, e do Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep). As investigações apontam que o ex-deputado negociou com organização criminosa recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga ocorrida em dezembro de 2024, quando fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis 16 internos, entre eles o traficante Ednaldo Pereira de Souza, o Dada, liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação regional e vínculo com o Comando Vermelho. Dada se encontra atualmente no Rio de Janeiro.