Leitura da Bíblia e perdão andam juntos, diz pesquisa

Quem mantém o hábito da leitura da Bíblia tem mais propensão a perdoar do que quem não lê as Escrituras com regularidade. A conclusão está

Quem mantém o hábito da leitura da Bíblia tem mais propensão a perdoar do que quem não lê as Escrituras com regularidade. A conclusão está no capítulo sobre perdão do State of the Bible 2026, relatório anual da Sociedade Bíblica Americana (American Bible Society), que também mostra quanto o tema ainda pesa no dia a dia.

Segundo o levantamento, 40% dos adultos nos Estados Unidos concordam com a frase “se os outros me maltratam, continuo pensando mal deles”. O estudo foi aplicado pelo NORC, centro de pesquisa da Universidade de Chicago, a 2.649 adultos dos 50 estados americanos, entre 8 e 27 de janeiro. O capítulo dedicado ao perdão foi publicado em 9 de setembro, e a série segue com um novo capítulo, sobre amor e generosidade, previsto para 12 de novembro.

O que a leitura da Bíblia tem a ver com o perdão:

Os dados mostram que a dificuldade não está só em perdoar os outros. Entre as mulheres, 33% dizem que é muito difícil se aceitar depois de errar; entre os homens, são 26%. O relatório também chama atenção para os chamados “cristãos casuais”, pessoas que frequentam a igreja, mas não dão grande importância à fé: 19% deles acreditam ter feito coisas que Deus não perdoaria. Além disso, quase 7 em cada 10 pessoas que dizem nunca ter experimentado o perdão de Deus têm dificuldade de perdoar quem as feriu.

Para a fé cristã, esse elo não surpreende. O apóstolo Paulo orienta os cristãos a suportar e perdoar uns aos outros, “assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3.13). Na parábola do servo que não perdoou, em Mateus 18, Jesus mostra que quem recebeu uma grande dívida perdoada é chamado a tratar o próximo da mesma forma. O perdão, nessa leitura, nasce da graça recebida, e não de um esforço isolado.

Perdão também se aprende em comunidade:

Perdoar não significa fingir que nada aconteceu nem abrir mão de limites. Em situações de violência ou abuso, buscar proteção e ajuda especializada é parte do cuidado, e a reconciliação nem sempre é possível ou segura. Ainda assim, o texto bíblico ajuda a lidar com a mágoa, a culpa e a autocondenação, temas que aparecem com força no relatório.

Para igrejas e famílias, os números sugerem caminhos práticos: estudos bíblicos sobre o perdão, pequenos grupos em que as pessoas possam falar das próprias feridas e uma pregação que trate a culpa com verdade e graça. No Brasil, o interesse pelas Escrituras também cresce no meio digital: como mostrou a Comunhão, o app da Bíblia tem mais de 1,1 milhão de brasileiros por dia.

 

 

 

Fonte Comunhão

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